domingo, 28 de setembro de 2008

Precisamos esquecer o Brasil (ou O pior do Brasil é o brasileiro, capítulo II)

Agora a pouco recebi um e-mail de um colega de faculdade com os seguintes dizeres:
Nosso Brasil não tem moral mesmo. (Siga o link)
Fui no site e fiz o teste so prá confirmar.
Curioso que sou e com os conhecimentos que tenho sobre aprendizagem de máquina, fiz um teste básico, tentei traduzir um texto bem similar: USA é o melhor país do mundo.
A resposta foi a seguinte: "Brazil is the best country in tho world".
Hipótese: como qualquer sistema de aprendizagem de máquina, o tradutor do Google aprende com os exemplos dados a ele. E, mostrando que é bom de verdade, generaliza a informação aprendida para os casos similares.
Explicação (provável): algum engraçadinho (aposto que um brasileiro mesmo) utilizou a opção "Sugira uma tradução melhor" e 'ensinou' esta tradução ao Google.
Comentando com um amigo meu (Tiago Figueiredo), ele sintetizou o fato com o seguinte comentário: "quando é pra xingar o país ngm nem se questiona mesmo".
É isto, fácil criticar e vestir a camisa do 'eu brinco com minha própria desgraça'. Revoltante é ver quem tem tudo a ver com isto, a parcela mais privilegiada da sociedade, aquela que pode pelo menos entender a maioria das piadinhas de mesmo cunho, fazer de conta que não tem nada a ver com isto. E é exatamente por isto que o Brasil está como está hoje, porque quem tem tudo a ver com isso, quem pode mudar, ou pelo menos começar a mudar, prefere simplesmente fazer piadinha.

Logo após este acontecimento, deparei-me por acaso com o seguinte trecho de um poema de Drummond, com o qual finalizo este post:

“Precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?”
Trecho do poema “Hino Nacional” de Carlos Drummond de Andrade

1 comentários:

Figueredo disse...

Que puto, fez questão de errar meu nome :P