quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Reclamaçao feita a Fast Shop (www.fastshop.com.br) pelos problemas no processo de compra de uma TV

Fiz a compra pela internet quando a televisao estava por R$1870, grátis um cabo HDMI e o frete. O primeiro cartao que utilizei estava sem limite, inseri outro e o site não registrou (tenho absoluta certeza que fui até o fim do processo). A compra foi cancelada arbitrariamente (o mínimo seria ligar para me consultar).
Tive que passar horas com o SAC com inúmeras transferências (entre o SAC, a área de vendas pela internet e por telefone) entre operadores que não sabiam ou nao queriam resolver o problema e muito menos melhorar a minha satisfaçao. Uma das transferências me levou a uma linha esquecida na qual permaneci por 15 minutos antes de desligar a ligaçao (na certeza de que nao seria atendido).
Liguei novamente, ja para o setor de vendas por telefone. A promoçao tinha acabado e a TV estava por R$2400, sem os itens grátis. O vendedor nao conseguiu recuperar minha venda inicial, mas me deu um desconto em que a TV ficou por R$ 1930 e o frete por R$ 70. Paguei R$2000 por um produto que pagaria R$1870 e não ganhei o cabo HDMI.
Lamentável.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Abridor de ovo

Conversa entre eu e Figueiredo após o seguinte twitter de @mucaoaovivo:
Minha mulher tem uma prima tão rica que nunca entrou numa cozinha. Ontem ela veio me pedir um abridor pra abrir um ovo.
me: rsrsrsrs
porra...ele deu uma ótima idéia... não existe abridor pra ovo!!!
caralho... fico puto pq toda vez q vou abrir um ovo sujo a mão!
Thiago: pode crer!
aih o cara tem que correr pra lavar a mão pra pegar o sal ou a colher pra mexer
me: exatamente
sem contar q tb suja a colher ou garfo e ai vc mete o mesmo no sal e vai sujando tudo
ah... e tb é uma complicação quando se quer abrir o ovo sem misturar clara e gema
Sent at 12:12 PM on Friday
Thiago: é verdade
me: vou botar essa conversa no blog, blz?
Sent at 12:14 PM on Friday
Thiago: blz

Num é que acho mesmo uma boa idéia e compraria se fosse assim, uns R$ 1,99...

Fica a dica!

:D

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Garden State (II)

Mais uma vez estou assistindo Garden State e me surpreendo com este filme. Além de ter uma moto muito irada (fotos abaixo), o nome do blog já vem desse filme e agora trago mais um trecho de um diálogo no filme:
Sabe aquela fase na vida em que se percebe que a cas
a em que você cresceu não é mais seu lar?
É o lugar onde pode largar suas coisas, mas a idéia de lar se foi.
Você verá quando se mudar. Acontece. Um dia, foi-se.
E você sente que nunca mais vai tê-la de volta.
É como sentir saudade de um lugar que não existe.
É como um rito de passagem, sabe?
Você não terá essa sensação de novo até criar um novo lar para você mesmo.
Para seus filhos, a sua própria família.
É como um ciclo, ou algo assim.
Não sei, mas eu tenho saudade.
Talvez família seja só isso mesmo.
Um grupo que sente falta do mesmo lugar imaginário.
Talvez.
Quem não mora mais em sua casa de infância deve saber...
Eu sei... sinto essa saudade desse lugar que não existe.
Mas não quero falar muito. O texto já fala tudo.

A moto (não achei foto dela de lado):
Outra coisa massa nesse filme é essa foto, o cara ganha uma camisa com a mesma estampa do papel de parede. Coisas de tia:
Torrent do filme aqui!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eu, um agnóstico fideísta teísta

Sempre tive várias dúvidas acerca de religiões e até da minha condição/opção quanto a fé.
Por acaso, li hoje um pouco mais sobre agnosticismo (aqui) e transcrevo abaixo algumas definições.
Agnóstico: alguém que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida.
Pra quem não sabe o que é ateísmo, segue a definição retirada daqui:
Ateísmo é a posição filosófica de que não existem deuses, ou que rejeita o conceito do teísmo. Em sentido lato, é a ausência de crença na existência de divindades.
Até ai tudo bem, o que mais me chamou a atenção foi o parágrafo abaixo do texto sobre agnosticismo:
Um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta. Alguém que admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão — portanto agnóstico — pode com base nisso não ver motivos para crer em qualquer deus (ateísmo fraco), ou pode, apesar disso, ainda crer em algum deus por fé (fideísmo). Nesse caso pode ser ainda um teísta, caso acredite em conceitos sobrenaturais como propostos por alguma religião ou revelação, ou um deísta, caso acredite na existência de algo consideravelmente mais vago.
Chamou minha atenção tanto porque era algo que não conhecia quanto porque acho que cheguei a uma conclusão sobre minha própria condição religiosa.
Sendo assim, quando alguem perguntar qual a minha religião ou em que acredito, se eu me lembrar, minha resposta será: sou um agnóstico fideísta teísta cristão católico.
Lá vai a explicação:
  • agnóstico porque não acredito que o homem chegue algum dia a compreender ou provar a existência ou não de um poder superior criador de tudo;
  • fideísta porque, apesar disto, ainda acredito em algum deus por fé;
  • teísta porque, além disso, acredito nos ensinamentos de uma religião;
  • cristão católico porque essa é a religião (condição esta fortemente influenciada pela família e educação toda cristã católica).
É isso.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Princípio de Peter

Hoje estava lendo o blog da FAST (aqui) e achei genial as idéias de um cara (o tal Peter, do princípio) citado no post, ainda mais em 'nosso' meio de TI.
Copiei algumas coisas que achei mais interessante:
"In a Hierarchy Every Employee Tends to Rise to His Level of Incompetence."
It holds that in a hierarchy, members are promoted so long as they work competently. Sooner or later they are promoted to a position at which they are no longer competent (their "level of incompetence"), and there they remain, being unable to earn further promotions.
Peter's Corollary states that "in time, every post tends to be occupied by an employee who is incompetent to carry out his duties" and adds that "work is accomplished by those employees who have not yet reached their level of incompetence".

A parte de soluções pra evitar que isto ocorra em uma organização também é muito boa, a idéia básica é não promover alguém até que ele mostre ser capaz de assumir o nível seguinte. Ai ele cita dois colorários:
  • The first corollary is that employees who are dedicated to their current jobs should not be promoted for their efforts (like Dilbert Principle), for which they might, instead, receive a pay increase.
  • The second corollary is that employees might be promoted only after being sufficiently trained to the new position. This places the burden of discovering individuals with poor managerial capabilities before (as opposed to after) they are promoted.
Pra quem quer ler mais, aqui!

Ah... e só pra terminar, o princípio de Dilbert também é muito bom:
"companies tend to systematically promote their least-competent employees to management (generally middle management), in order to limit the amount of damage they're capable of doing"

Ps.: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência (:D), lembrem que tudo isto foi feito como uma sátira.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Paradoxo da gaiola

O que aconteceria se alguém vivesse em uma gaiola e essa gaiola se tornasse tão grande que você não tivesse noção dos limites?
Seria isto, mesmo assim uma prisão?
Teríamos, em algum momento, real noção dos limites e das implicações disto para nossas vidas?
Exemplo:
Peguemos um animal silvestre, um pássaro, por exemplo, e o prendamos em uma gaiola pequena. Quem já fez isto em sua infâcia sabe como o animal não sossega nos primeiros dias, com o tempo se acostuma até com a presença humana por perto. Gradualmente aumentemos os limites dessa prisão, sem limites, até que o pássaro não perceba que ele está dentro de uma gaiola. A prisão, conceitualmente, continua existindo?
Levanto estas questões porque hoje faz 20 anos dos protestos pró-democracia na China (aquela imagem de um homem na frente de uma fila de tanques de guerra foi feita neste dia, leia mais aqui). Com a pseudo-abertura (na prática apenas para a entrada de capitas e a saida de produtos) da china nos últimos anos, terá se tornado a china uma gaiola tão grande que os chineses nem sequer percebem que ela existe? Outra notícia relacionada desta semana diz que a China bloqueou o Twitter e o Hotmail, aqui.
Outro exemplo bem próximo é o da Cuba que só agora (depois de muitos anos) está tendo as barreiras impostas principalmente pelos EUA (mas aceita por quase todo o mundo) diminuídas: a OEA decidiu por aceitar a Cuba de volta, leia mais aqui.
Levanto este tema, consciente que é bem mais fácil enxergar o que está distante, o que não nos envolve diretamente, perguntando-me quais as gaiolas e prisões em que nós, como ocidentais, capitalistas, brasileiros, pernambucanos, estamos e nem sequer nos damos conta? Na minha opinião, as nossas maiores prisões são: o sistema político e econômico, nossa organização social como um todo e, em particular, o sistema educacional, o acesso a informação e principalmente a mídia, esta força 'oculta' que nos influencia fortemente e nos guia baseado em interesses muitas vezes obscuros para nós. Mas este não é o objetivo desde post, não quero dar respostas, apenas nos fazer pensar um pouco.
É isso!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Blues e Jazz

Pra quem não me conhece muito (e até para os que conhecem) tenho uma característica bem peculiar quanto ao meu gosto musical e ao que eu ouço: passo longos períodos ouvindo o que tô curtindo no momento e médios a curtos períodos experimentando coisas novas, basicamente garimpando muita coisa que tive vontade de ouvir no longo período de estagnação anterior.
Estou passando por um desses longos momentos, acredito que perto do fim. Para mim é até fácil de perceber, começo a não curtir quase nada mais do que ouvia freneticamente. O que importa disso tudo é que minha busca atual se concentra em blues e jazz. É engraçado como as coisas acontecem, mas nesse caso, diversas vezes, alguma música me chamava a atenção e quando eu procurava saber o que era, não tinha erro!, blues em maior escala ou jazz. Bem, foi assim que esses dois estilos entraram na minha vida e agora quero conhecer o máximo possível e agregar aquilo que realmente gostar.
Nessa linha, pedi a um amigo meu, Julio Auto, que considero um dos caras mais conhecedores de música que eu conheço, para fazer uma lista 'básica'. Como ele inseriu também uns comentários legais vou colocar todo o e-mail para, quem sabe, ajudar mais alguém em alguma busca. Segue...
Entao, aí vão algumas referências básicas do mundo do Jazz e do Blues.
Quanto a isso, alguns pontos iniciais:
- Blues é praticamente impossível de desgostar. A sonoridade é tão comum e forte no estilo que, se você gosta de uma música, provavelmente vai gostar de quase todas (mas isso não quer dizer, de maneira nenhuma, que é tudo igual)
- Jazz, ao contrário do Blues, é às vezes até difícil de definir, de tão variado e "subjetivo" que é o estilo. Sendo assim, o melhor é ouvir um pouco de todas as vertentes e ir descobrindo o que te apetece mais.
- Tendo dito isso, muita gente divide o Jazz em pelo menos dois "estilos": o clássico e o conteporâneo. O clássico normalmente é mais simples, mais fácil de digerir e por vezes se assemelha com o blues. Alguns são até cantados (principalmente por mulheres). O conteporâneo é mais complexo, experimental, e, quase sempre, instrumental.
- Muitas das minhas referências vêm dum ponto de vista "guitarrista" da coisa, principalmente no jazz. No blues não importa tanto, já que praticamente todo blueseiro famoso é guitarista. A guitarra blues fala tanto quanto a propria voz do cantor.
- Nem tudo nas referências é garantidamente SÓ blues ou SÓ jazz. A fusão com outros estilos, principalmente o rock, o soul e o R&B, às vezes é inevitável.

Então, lá vai...

Blues
* B.B. King <= O "Rei" 
* Stevie Ray Vaughan <= talvez o meu preferido 
* Gary Moore 
* Robert Johnson 
* Eric Clapton 
* Muddy Waters 
* John Lee Hooker 
* Buddy Guy 
* Magic Slim 
* Jonny Lang <= Esse e o próximo são bem recentes 
* Joe Bonamassa

Jazz
* Miles Davis <= Praticamente todo mundo que toca com esse cara vira um deus do jazz 
* Louis Armstrong <= Essencial 
* Duke Ellington 
* Albert King 
* John Coltrane 
* Chet Baker 
* Herbie Hancock 
* Charles Mingus 
* Chick Corea 
* Jaco Pastorius 
* Al Di Meola 
* John McLaughlin 
* Stanley Clarke 
* Pat Metheny 
* Stanley Jordan <= Esse cara é um guitarrista animal que tem uma proposta de fazer um jazz conteporâneo mais acessível pro povo, fazendo até versões de músicas "pop" (eu acho genial a versão dele de "Eleanor Rigby", dos Beatles) 
* Stan Getz 
* Charlie Parker 
* Nat "King" Cole <= Esse e os próximos são cantores (alguns acima tocavam e cantavam) 
* Ella Fitzgerald 
* Norah Jones <= Nova, mas bem legal 
* Nina Simone 
* Eva Cassidy 
* Sarah Vaughan 

Bom, acho que isso aqui já vai te dar material pra caralho. Fora curtir o som, é muito bom ler as letras, as biografias e entender a importância dessa galera toda. Essa lista merecia uma organização melhor e mais detalhamento, mas aí eu ia passar o dia todo escrevendo esse e-mail (ahuahuahuahua). Espero que você curta :) Abraços,
    Julio Auto
No mais, para quem não conhece e que experimentar um pouco, seguem dois vídeos extraordinários de Stanley Jordan selecionados pelo mesmo Julio para dar uma introdução da coisa:



Bem, espero ir postando as coisas que eu for descobrindo por aqui e quem sabe até alguns discos no RebeldiaFM.

Até mais!